Hoje pela manhã ao ir para o serviço reparei pelo retrovisor do carro, ao fazer uma curva, uma figura, no mínimo interessante: um sujeito de meia idade, aparência simples, que sinalizava com o dedo indicativo "o caminho" que eu deveria tomar naquele ponto de meu trajeto.
Sorri para as duas colegas que estavam comigo no carro e lhes disse que, volta e meia, esse sujeito me aparecia ali, naquele mesmo local, apontando-me o mesmo caminho de sempre...
Segui o meu caminho para o trabalho. Venceu o dia, e ao chegar em casa - por uma dessas lufas de reflexão que nos são lançadas pela vida - comecei a pensar sobre as pessoas com as quais convivemos diariamente e sobre aquelas, que por vários motivos, deixamos de conviver.
É incrível, o número de pessoas com as quais estabelecemos contatos, nos mais variados graus. Dos familiares, que dividimos nosso teto, àqueles que simplesmente se encontram em lugares comuns aos que frequentamos. Mais incrível ainda, é a nossa capacidade de perceber essas pessoas, ou melhor, a capacidade de não perceber essas pessoas.
Nem sempre conseguimos notar as pessoas que nos cercam. Na maioria das vezes, não damos o valor devido à essas pessoas em nossas vidas.
E quando eu digo dar o devido valor às pessoas, não me refiro apenas aos nossos pais, filhos, companheiros e amigos...refiro-me a dar valor "às pessoas". Por que, minimamente, todas as pessoas com as quais nos deparamos no nosso dia-a-dia assumem um lugar em nossas vidas. Lugares fixos, lugares passageiros, lugares adaptáveis, lugares fictícios, lugares "não-lugares", lugares-sonho, lugares-realidade, lugares...
Nenhum comentário:
Postar um comentário